Desisto! Me segurei o dia inteiro pra não postar um texto incompleto, mas não aguentei então vai assim mesmo. Quero chamar todos aqueles que ainda tentam usar alguns neurônios a mais do que o exigido pela mídia brasileira, para beber mais uma vez na inesgotável fonte deixada pela contra cultura dos anos 60. Dessa vez ela prolifera no SESC Pompéia, na Rua Clélia, e deixo a informação para ser completada em breve quando souber melhor até quando vai a bagaça (perdi a revista de programação e não consegui falar no SESC, que não abre 2ª e que não tem essa informação no site). Tem cinema, seminário, performance, show, teatro, tudo melhor explicado no site do SESC. Mas a atração principal é uma exposição que se não me engano (confirmarei em breve) ainda dura o mês de maio inteiro e um trecho de julho. Textos, capas de disco, cartazes de show (com aquelas letras gordas derretidas típicas da época), obras interativas com áudio e vídeo e mais muitas fotos e publicações interessantes. As instalações e a cenografia estão impecáveis.
Mas antes de comparecer, uma dica. Tente não sair de lá só com aquela velha sensação de ”ai, como aquela época era legal, ai como eu queria ter vivido aquilo e blá blá blá”. Pare pra pensar no desfecho final dos anos 60. Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Keith Moon e tantos outros foram tão heróicos quanto homens bombas. Mas ao invés de levar o inimigo junto, deram um tiro na própria cabeça. Aos que sobreviveram ficou uma boa lembrança de liberdade e uma terrível sensação de que acabou a munição. Por quê será?
Se você quer entender o que significou os anos 60 para o mundo, descubra mais sobre um dos nomes mais marcantes da exposição: Hunter Thompson. Pra quem não conhece, esse jornalista é um dos seres mais genialmente contraditórios que já existiu. Ao mesmo tempo que o figura vai fundo nas críticas à podridão da sociedade americana, ele se afunda no seu vício por carros, motos, armas, drogas, violência e tudo mais que os EUA podem oferecer . É o anti-americano mais americano que existiu. Uma pessoa que não se explica em um post, mas que talvez em um único livro tenha explicado essa década. Leia ”Medo e delírio em Las Vegas”, que conta a história da viagem que Hunter fez a essa esquisitíssima cidade americana. É exatamente como os anos 60. Uma viagem maluca, libertária, inesquecível e cheia de conclusões deprimentes no final.
E por falar em final deprimente, adivinha que fim levou Hunter?
Suicídio.
Por que será?
Tags: anos 60, cinema, contra cultura, exposição, homens bombas, Hunter Thompson, Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Keith Moon, Medo e delírio em Las Vegas, SESC Pompéia, show, teatro
1 Junho, 2008 às 12:01 pm |
O sonho ainda não acabou porque ainda nã estamos satisfeitos e o espirito nasce junto a alguns filhos…os que cairam não quiseram de fato ver todo seu empenho sendo posto de lado pelo comodismo…comodismo já encheu!