PRÉ ESTRÉIA SEXTA-FEIRA !!!

1 julho, 2008

NÃO PERCAM A OPORTUNIDADE DE VER COISAS BOAS, DE GENTE QUE QUER FAZER A DIFERENÇA.
EU ESTAREI LÁ PRA PRESTIGIAR. COMPAREÇAM !!!

ABRAÇO A TODOS !!!

2008, ainda existem tribos intocadas.

30 maio, 2008

 

Sempre posto nesse blog coisas sobre o meio ambiente e uma ou duas vezes toquei no assunto (complicadíssimo) dos conflitos entre os índios e o homem civilizado. Confesso que ainda sei pouco, mas essa semana saiu uma notícia nos jornais que me fez pensar novamente nessa questão. Lembro mais de uma vez ter discutido (sem fundamento) com pessoas (também sem fundamento) se ainda existiam ou não comunidades totalmente isoladas da civilização. As pessoas com quem discuti falavam que não, tinham certeza disso, imagine, o homem branco já chegou em todos lugares, não há o que fazer. Eu não, sempre achei que havia exceções. E há.

 

Vi ontem na UOL e hoje no Estadão pequenas reportagens com fotos inéditas de um grupo indígena no Acre que nunca teve contato com a civilização (salvo para os mais chatos que podem dizer que eles tiveram ao avistar o avião que os fotografou). As fotos mostram os índios como gostaríamos de imaginá-los, pintados com urucum dos pés à cabeça, seminus e morando em malocas. Na foto acima, os membros da tribo aparecem apontando flechas para o avião e o especialista no assunto, José Carlos Meirelles Júnior, que coordenou a operação da FUNAI responsável pelas fotos, deu um interessante depoimento dizendo que “enquanto eles estiverem nos recebendo a flechadas, e eu já levei uma na cara, estarão bem. O dia que ficarem bonzinhos, já eram”. Grande parte dessas tribos (a da foto é um exemplo) são cada vez mais ameaçadas por atividades predatórias como a exploração ilegal de madeira e a invasão de terras. Meirelles só divulgou as fotos para alertar as autoridades para essa questão. Se depender dele, essas tribos não entrarão em contato com a civilização nunca.

 

Os números impressionam. Meirelles diz que já foi confirmada a existência de mais de 20 grupos isolados no Brasil, mas que dada a extensão da Amazônia, esse número pode chegar a 40. Esses 40 representariam 40% das tribos isoladas do mundo todo, visto que a estimativa mundial é de 100 grupos isolados.

 

Esse assunto é muito mais importante do que parece no momento atual que vivemos. E mais importante ainda num país como o Brasil. Estamos falando de um país onde 12,5% do território pertence legalmente aos índios. Estamos falando de mais de meio milhão de pessoas que vivem em aldeias (isoladas ou não) na floresta amazônica. Estamos falando de uma floresta que é de muito longe a maior do mundo e tem 65% de seu território dentro do nosso país. Estamos falando da Amazônia Legal que ocupa literalmente metade do território brasileiro. Estamos falando de um território que já tem e terá cada vez mais valor num futuro próximo e nas tomadas de decisão do Brasil e do mundo. E por último o ponto onde quero chegar, estamos falando dos habitantes nativos dessa floresta, especialistas centenários em desenvolvimento sustentável e exploração consciente da natureza.

 

O contato é evitável ou inevitável? É necessário ou desnecessário? Não me arrisco a dizer. O que é sabido é que as aldeias que já mantém contato constante com as cidades apresentam muito mais problemas do que soluções, portanto a atitude a ser tomada em relação às poucas ainda intocadas deve ser mais cautelosa do que nunca. Tomara que exista cada vez mais pessoas como Meirelles, empenhadas nessa causa.

 

 

 

Remando contra a maré.

19 maio, 2008

Quando comecei a me informar sobre a situação do desmatamento na amazônia, me deparei com uma série de depoimentos conflitantes entre os diferentes ministros e tive impressão que algumas questões são tão antagônicas que viram um papo de doido, com cada um tentando defender o seu lado e não chegando a nenhuma solução. Parece que eu não me enganei. E parece que o lado da Marina Silva (ministra do Meio Ambiente) não aguentou. Após 5 anos e meio remando contra a maré da economia, ela renunciou o cargo.

A Ministra era conhecida no Brasil e no mundo por ser ferrenha defensora da natureza e da amazônia, e realmente não abriu mão de nenhuma de suas metas em função de qualquer iniciativa que pudesse prejudicar o meio ambiente. Alguns dizem que ela era muito radical e que sua saída pode facilitar o estabelecimento de um meio termo entre os objetivos econômicos e ambientais. Os principais jornais do mundo não enxergaram assim. A notícia foi 100% ruim do ponto de vista internacional. 

Mas do ponto de vista desse meio termo, o Carlos Minc, novo ministro, pode ser uma boa. Como secretário de Meio Ambiente do RJ, ele surpreendeu alcançando metas em tempo recorde e surpreendeu mais ainda os que o conheciam por ser um ambientalista radical. Seu mandato mostrou que mudou. Aparentemente alcançou esse tal meio termo.

Agora fica a pergunta: será que o meio termo do Carlos Minc era o que faltava a Marina Silva? É muito difícil dizer. Mas se todos já sabem que o aquecimento global é um problema consumado, é uma corrida contra o relógio e 70% da emissão de carbono do Brasil provém das queimadas de floresta, é mais difícil ainda dizer que não perdemos uma batalha importante.

Não torço contra. Se mesmo com as oposições, Marina Silva conseguiu dar alguns passos consideráveis, tenho certeza que Carlos Minc conseguirá dar mais alguns. Só torço para que não abra mão da natureza em função da economia, o que parece ser cada vez mais impossível.

Trazendo a expressão “abrir mão” para seu sentido literal, o desenho abaixo resume bem o rumo que a humanidade está tomando. A diferença é que no desenho é só mais um homem. No nosso caso é o planeta inteiro.

Viva a criatividade!!!

14 maio, 2008

Numa indústria cultural cada vez mais opressora, é raro ver bandas que consigam chegar no mainstream e continuar se desenvolvendo de forma natural e criativa, sem serem sufocadas por produtores e engolidas pelo mercado. Não me arrisco a dizer que o Arctic Monkeys tenha chegado a esse ponto. Mas se há uma formula ou não, até que ponto eles são um produto ou não, nada disso me importa. O ponto que quero atingir aqui é o feito recente do vocalista da banda, o “garoto” Alex Tuner. Após captar os sentimentos dos jovens urbanos contemporâneos e de forma totalmente despretensiosa transformá-los em músicas de sucesso global, ele apareceu mês passado com um novo projeto.

Sua nova banda (se é que posso chamá-la assim), chamada The Last Shadow Puppets chega na mídia com uma pretensão que ninguém esperava do menino que até pouco tempo ainda estava cheio de espinhas na cara. Não vou nem entrar nos méritos de dizer se achei bom ou ruim.O fato é que a seriedade das letras e a ousada mistura de guitarras e violões com violinos e instrumentos de orquestra, fazem de “The Age of The Understatement” um disco no mínimo instigante pelo contraste absurdo com a primeira banda dele.

Resumindo, vale a pena ver como uma mesma pessoa é capaz de fazer coisas tão diferentes e provar que não estamos submetidos aos rótulos limitadores impostos pela mídia e pela indústria cultural. Vejam os clipes e comprovem…

Arctic Monkeys – Teddy Picker (do disco Favourite Worst Nightmare)

The Last Shadow Puppets – The Age of The Understatement (do disco de mesmo nome)

Viva a criatividade!!!

Vai vendo…

13 maio, 2008

Erupção no Chile, tornado nos EUA, terremoto na China, ciclone no Mianmar…

Sem muito esforço eu poderia engordar essa lista mais ainda.

Dizem que é a mídia que faz parecer que as catástrofes estão acima do normal e que isso nada tem a ver com a interferência do homem na Terra. Pode ser. Mas isso apenas por enquanto.

Para os que insistem em duvidar da força da natureza, serve como aviso. A hora que começar a dança…

…segura o reggae, galera.

Mimetismo ou camuflagem?

12 maio, 2008

Deixo a dúvida para os biólogos e me limito a me apresentar imageticamente para os leitores desse blog.

Eu sou essa coisa aí no meio das árvores.

Jogando a real.

12 maio, 2008

Imaginei esse blog como uma plataforma de idéias que critica as decisões tendenciosas e desprovidas de bom senso que reinam no mundo de hoje. Sendo assim, não poderia ignorar opiniões ou até mesmo deixar de mudar as minhas em função delas. Desde o começo eu já tomei grande cuidado para não ser mal interpretado ou cometer os mesmos deslizes que condeno. Mas me excedi. Fui criticado e tive que admitir que foi um puta exagero colocar o Maggi num quadro junto com o “Monstro da Áustria”, acabei simplificando e banalizando a questão, que na verdade é muito mais complicada. Tirei ele de lá e deixei minha opinião resumida ao post “Olha o naipe da cagada…” onde falo um pouco mais sobre o que está acontecendo no Mato Grosso. Mantenho minhas criticas, mas sem precisar escrachá-las.
 
Estou sempre fazendo alterações nos textos. Inclusive porque minha proposta é diferente das de outros blogs que acreditam estar fazendo boa comunicação, mas acabam se rendendo quase que exclusivamente a postar piadinhas efêmeras só porque rendem mais visitantes. Esses, no final das contas se equiparam exatamente a luta por ibope e crifras das quais julgam-se isentos. Eu prefiro confiar que uma hora ou outra as pessoas (pelo menos as que me interessa atingir) notarão que existe um cuidado acima da média no que posto no meu blog. Demoro um tempão pra bolar a maioria dos textos que coloco aqui. Esse de agora foi rápido, uma exceção. Mas é que eu queria compartilhar esse pensamento com vocês.

Essa é a graça de um blog. Posso jogar a real sempre.

Continuem comentando! Valeu! Abraços.

Brasil abandonado.

9 maio, 2008

De vez em nunca os conflitos do Brasil coronelista chegam aos ouvidos do Brasil metropolitano. Evidente que isso só acontece com os casos grotescos o suficiente para cruzar os milhares de quilômetros que nos separam da distante região norte do país. Mas por coincidência (ou não), hoje sintonizei o meu rádio na CBN em dois momentos diversos do dia e em ambos me deparei com um desses casos. No primeiro, escutei as novidades mais frescas e deprimentes sobre o caso da Irmã Dorothy Stang, religiosa que ajudava os pobres no Pará e foi assassinada em 2005. As novidades? O fazendeiro conhecido como Bida, carinha que pouquíssimos duvidam ser o mandante do crime, acaba de ser solto. As pessoas que fazem o mesmo trabalho que a Irmã fazia também estão seriamente ameaçadas de morte, provavelmente pela mesma quadrilha. E as ameaças não param por aí. Um advogado explicava no rádio que a grande dificuldade no julgamento dos crimes dessa regiões rurais é a falta de testemunhas. Territórios grandes e desabitados onde ninguém vê o que acontece? Não, não. É que as pessoas tem medo de depor mesmo.

Segunda notícia que veio a tona no mesmo dia. Esta com desfecho mais positivo. Em Roraima, o empresário Paulo César Quartiero acabou de ser preso e processado em mais de R$30 milhões por desmatar suas terras de forma totalmente ilegal e por ocupar e produzir em terras indígenas. Acabou de sair este minuto no Jornal Nacional. A diferença é que a Globo nem citou que o infeliz é também prefeito de Pacaraima, cidade da região. Como se fosse um detalhe a ser ignorado.

A globalização mostra suas entranhas no Brasil abandonado e sem lei. Gringa missionária é morta e seu assassino é solto. Índios tem suas terras invadidas e ainda são atacados pelo prefeito da cidade local. Enquanto isso todo mundo continua comentando o caso da Isabella. Trágico? Com certeza. Mas lá “em cima” do país tem milhares tão grotescos quanto. A diferença é que se a Globo e o Google Maps não vêem, é como se não existisse.  

O lado B da paranóia.

8 maio, 2008

Como toda história tem um lado B, não poderia deixar de expor o outro ponto de vista que passou na minha cabeça sobre a tentativa de roubo descrita no post abaixo “Paranóia paulistana”. Quem não leu, leia para entender esse post. Esse lado B é o ponto de vista das pessoas de um nível econômico bem inferior.

Primeiro, não poderia deixar de falar que o Racionais MC’s que escutávamos antes do ensaio era tocado em alto e bom som, com as portas do carro abertas, na calçada do estúdio, às 11 horas da noite. Segundo, não poderia omitir que apesar de tentarmos evitar fazer isso, aquele dia viemos em vários carros diferentes. E terceiro e último, os 3 caras que estavam na esquina quando saímos do ensaio, dos quais suspeitamos depois, poderiam já estar ali aquela hora, e nem os vimos. E o que será que eles, como representantes do lado B, se perguntariam ao ver aquela cena?

LADO B

1 – Pra quê ostentar e exibir o carro na calçada?

2 – Pra quê vir em vários carros se poderiam vir em um só?

3 – Pra quê a música alta?

4 – E por quê ainda por cima Racionais, a banda que mais critica esse tipo de atitude?

E respondo uma a uma:

LADO A

1 – Não ostentamos nada. Um cara da banda que chegou por último não tinha onde parar porque as vagas estavam ocupada, então ficamos alguns minutos na calçada sem saber o que fazer.

2 – Tentamos evitar vir em mais de um carro. Mas alguns dias é impossível conciliar caronas. E esse foi um desses dias.

3 – O som estava no mesmo volume que o próprio motorista já estava escutando sozinho e de vidros fechados. Realmente, aquela hora da noite, foi um vacilo. Mas só pra quem mora ali perto. Para os caras da esquina nunca incomodaria pelo volume, só pela atitude.

4 – É óbvio que eu não precisaria nem justificar porque escutávamos Racionais. Mas só pra exercitar a dialética respondo que era um CD de músicas diversas. Foi mera coincidência.

De forma alguma pretendo inverter a culpa da cagada. É óbvio que quem quer que seja o cara que tentou roubar aquele carro, ele está mais errado do que nós com nosso comportamento diante do estúdio. Mas esse é apenas mais um exemplo de como todos esses níveis de interpretação possíveis numa cidade de bizarra desigualdade como São Paulo podem provocar o tipo de paranóia que eu tentei descrever no post anterior. Vou explicar melhor…

Já nos acostumamos com as orgias de consumo explícitas e nojentas da sociedade atual. Exemplo mais fácil: os alienados que compram carros 4×4 gigantescos e nunca vão colocá-los em estrada alguma, simplesmente porque não querem usar o carro para chegar nas paisagens em que ele estava estacionado no anúncio da resvista, e sim para chegar aos seus escritórios onde trabalharão mais ainda pra comprar outro 4×4 gigantesco. Essa hora muita gente deve estar puta comigo, achando que generalizei ou que o cara que tem grana pode comprar o que quiser. Tá bom. Mas e os que não tem? Como é que eles devem se sentir testemunhando tudo isso? Não parece óbvio que esses exageros do consumismo são o melhor alimento para sentimentos como a raiva e a inveja? E isso apenas para os inconformados passivos. Na cabeça dos mais perversos pode virar vingança.

Não estou pagando de defensor dos bandidos não. Mas quem está por cima tem que assumir a responsabilidade de ocupar essa posição. Existe algo chamado consumo consciente, e isso vale pra qualquer um que está preocupado em evitar a destruição do planeta. Pra aqueles que vão um pouco mais além, também serve pra evitar as injustiças do hedonismo egoísta e da ostentação. Principalmente num país como o nosso, onde não dá pra agir como se o lado B não existisse.

Para os que ainda não perderam o preconceito musical, insisto: escutem Racionais MC’s. Quem não entende do que falei nesse post, vai entender quando escutar.

Paranóia paulistana.

7 maio, 2008

Ontem foi um daqueles dias em que minha bolha particular estourou por alguns minutos. Tinha acabado de entrar no estúdio para ensaiar com a minha banda quando o vocalista falou:

“Puts. Esqueci as letras das músicas no carro.”

O moleque saiu pra pegar e um minuto depois voltou totalmente na nóia. O carro dele tinha sido assaltado. Cinco minutos na rua foram o suficiente. Só não levaram o carro embora porque ele tinha uma daquelas travas de segurança de aço que mantém a marcha ré engatada. Não lembro o nome dessa parada, mas não é a primeira vez que ela salva o carro do infeliz. Gol é foda. Esse amigo já foi assaltado várias vezes.

Detalhe: portas, vidros e fechaduras intactas. O crime é cirúrgico. Talvez alguém que trabalhava montando e desmontando fechaduras de Gol, decidiu “mudar de profissão”. E com certeza ganha mais agora.

Uma hora e meia depois, na saída do estúdio, vimos três caras na esquina. Nem cogitamos que poderia ter sido um deles, os ladrões já estavam longe, tínhamos certeza disso. Foi o que pensamos até eles soltarem uma provocação/ameaça despretensiosa. Um grito ao longe. Não ofereceu perigo. Mas mostrava que aquela noite estava meio esquisita. E como se fosse um filme, ao voltar pra casa vi um movimento suspeito bem acima do normal tomar conta das ruas como se avisasse: aqui é São Paulo, meu amigo. E eis a grande pergunta: será que a noite era anormal ou eu que abri os olhos e saí um pouco da bolha? Acho que não preciso nem responder.

No caminho, resolvi fazer um teste analítico só pra confirmar a já gritante realidade. Moro numa região nobre da cidade. E ao passar por uma rua que é uma espécie de fronteira entre o meu bairro e o do lado, que é um pouquinho pior (e mesmo assim muito bom), lembrei de como a realidade se esconde em São Paulo. As guaritas na calçada, cada vez mais comum nos bairros ricos, são o símbolo perfeito da dualidade paulistana. Por um lado representam segurança, mas por outro denunciam um aperfeiçoamento bizarro do subemprego dos seguranças de rua. Minha casa tem uma guarita na frente e já foi assaltada. Tudo na miúda, ninguém sabe quem foi. Mas em São Paulo é assim mesmo, tudo velado. Não é como no Rio que tem tiroteio em área nobre, prédio rico no pé do morro da favela, mistureba total. Aqui são eles lá, nós aqui. Periferia, distância, focos de violência. Tudo mentira. Eu apliquei o teste e acreditem se quiser meus amigos. Medi a quilometragem e fiz as contas. Nessa rua da qual lhes falo existem 8 guaritas. E a rua tem apenas 1.200 metros. Quer a média? Uma guarita a cada 150 metros. Sacou a paranóia paulistana?

Ninguém descreve tão bem essa paranóia quanto os geniais Racionais Mc’s. Musicaram com perfeição a cruel mentalidade do paulistano e o vergonhoso clima de teatro nas nossas ruas. Se aqui a violência é menos desumana que no Rio, também é mais hipócrita. Um grande baile de máscaras. Cada um no seu papel. E a vida continua. Até que a bolha nos separe.

Coincidência ou não, adivinha que banda escutávamos momentos antes do assalto ao carro do meu amigo. Hum…

Acho que não preciso nem responder…