Archive for abril \30\UTC 2008

Nojento.

30 abril, 2008

Inauguro mais um assunto nesse blog condecorando o nosso primeiro Grande Bosta, Josef Fritzl (ou “O monstro da Áustria”) que deixou sua filha presa por duas décadas e meia e teve 7 filhos com ela.

 

Olha a cara do bosta. Vai ser psico assim lá na puta que o pariu!

 

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Olha o naipe da cagada…

30 abril, 2008

O começo da dor de barriga

 

De um lado a crise alimentar é uma realidade cada vez mais gritante. Do outro, o desmatamento precisa parar e só cresce. As áreas já desmatadas não tem produtividade o suficiente. Mas também não podemos desmatar mais. Eu poderia ficar horas nessa ciranda maluca. Preferi só postar um pequeno apanhado de dados que fiz em apenas meia hora. Se não sabemos o que fazer, pelo menos vamos começar com duas atitudes:

 

Parar. Pensar.

 

O quanto a cagada está crescendo

Já vem de algum tempo. Um relatório do Banco Mundial aponta que, entre 2000 e 2005, o Brasil desmatou um total de 31 mil km² de sua área florestal, o que nos torna líderes absolutos de desmatamento no mundo. O foco principal da cagada agora é no Mato Grosso e Pará, com destaque para o primeiro. Os dados mais recentes apontam que a área desmatada nos dois Estados passou de 77 km2, de janeiro a março de 2007, para 214 km2 no mesmo período deste ano, dos quais 149 km2 foram em Mato Grosso. O levantamento foi feito pela organização não-governamental Imazon usando imagens de satélites.

Imagina o tamanho dos buracos que se vê lá de cima.

Os responsáveis pela indigestão

Como eu disse anteriormente, o desmatamento vai muito além do comércio de madeira ilegal e envolve questões delicadíssimas como a necessidade de produção de alimentos. Tem muita politicagem no meio. Mas se liga só nessa notícia publicada hoje:

A Polícia Federal deflagrou ontem, em 14 municípios de Mato Grosso, uma operação para combater a extração e o comércio ilegal de madeira. Dos 67 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal, 29 se referiam a servidores de órgãos públicos como a Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente), a Dema (Delegacia Estadual do Meio Ambiente), o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso) e a Polícia Rodoviária Federal.

O barraco está armado. E é armamento pesado.

Quem está sentado no trono

Blairo Maggi (governador do Mato Grosso) controla um quarto das 36 cidades apontadas pelo ministério como as campeãs do desmatamento. Veja a opinião dele sobre o assunto e sobre a recente projeto de Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado:

 

“Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores.”

 

Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, que não por acaso já teve muitos desentendimentos com o Sr. Maggi), Tatiana Abreu Sá (diretora-executiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Paulo Adário (coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace) não pensam assim. A tecnologia já existe, está ao nosso alcance e pode evitar o desmatamento. É evidente que isso leva tempo, mas talvez esse tempo fosse menos prejudicial se, além de tudo isso, o nosso amigo Maggi não fosse o tipo de gente que em plena campanha contra o desmatamento vai a Brasília tentar convencer o Lula a reduzir as restrições impostas ao seu Estado e questionar os dados que apontam a atrocidade que vem acontecendo.

 

No mínimo suspeito.  

 

Enquanto isso, no lustre do castelo

 

O Greenpeace faz protesto diante da embaixada brasileira em Berlin. Será que não tem ninguém um pouco mais perto que queira ajudar, não?

 

A cagada está no ar. E tem cheiro de queimado.

Falem mal, por favor!

29 abril, 2008

Por favor, não se contentem em apenas ler meus textos. A idéia de fazer um blog vai exatamente contra a passividade. Postem comentários! Críticas são muito mais bem vindas que elogios. Quero discutir informações, agregar idéias, entender opiniões. Valeu!

Abraço 

Uma verdade inconveniente, um final pouco convincente.

29 abril, 2008

Ontem assisti ao filme Uma Verdade Inconveniente, protagonizado pelo ex-futuro presidente dos EUA (como ele mesmo genialmente se apresenta), Al Gore. O filme impressiona.

Confesso que eu já esperava coisa igual ou pior porque de um tempo pra cá tenho me preocupado cada vez mais com a questão ambiental. Mas mesmo assim os dados são assustadores. Utilizando-se de métodos extremamente didáticos e racionais, Al Gore mostra que sabe muitíssimo bem do que está falando, e explica através de dados científicos seríssimos o impacto que causamos no mundo até agora e o que acontecerá se não diminuirmos esse impacto. A previsão é a pior possível.

Não vou falar mais sobre a parte boa do filme. Recomendo muito que todos assistam, principalmente aqueles que ainda acham que é exagero o grau catastrófico esperado das consequências do aquecimento global. Porém é difícil não ficar com uma pulga atrás da orelha nos minutos finais do filme. Seu grande mérito, que é a construção explicativa e lógica que faz jus a utilização da palavra “Verdade” no título, perde força na hora de entrar na solução. Após tantos dados científicos precisos, Al Gore se aproxima no ponto final da questão: “Teremos que optar entre ambiente e economia?”. Ele rapidamente diz que não. Mas dessa vez justifica-se através de uma ilustração infantil que arranca risadas do público e da simples frase “se fizermos a coisa certa, movemos adiante”. Ah Al Gore! Depois de dar uma aula impecável sobre consciência você quer simplificar o problema assim? O caminho que traçamos até aqui não parece complexo o suficiente para deixar termos como “coisa certa” e “adiante” meio vagos demais perto dos argumentos apresentados anteriormente? Mas tudo bem, pensei, talvez seja só a forma de introduzir as soluções. Vamos seguir “adiante”.

É meio difícil de entender. Após uma impressionante construção realista do que está acontecendo, o filme termina capengando em apelos emocionais e dados infinitamente menos convincentes. Após enormes gráficos que chegam a analisar 650 milhões de anos atrás, Al Gore aparece apontando um gráfico de estimativas extremamente subjetivas sobre possíveis métodos de redução na emissão de carbono. Logo na primeira estimativa ele diz: “se usarmos aparelhos eletrônicos mais eficientes podemos reduzir esse tanto de poluição do aquecimento global”. O que é um aparelho eletrônico mais eficiente? E quanto é esse tanto? Depois de tudo que se viu, parece brincadeira usar esses termos para designar alguma quantidade. Mas é assim que se desenrola o apressado final do filme. 

E antes que alguém pense que sou um chato que critica sem motivo, digo que entendo a opção por dar dicas mais viáveis e próximas do dia-a-dia de cada um. Também afirmo que achei o filme muito bom e importantíssimo e até assisti vários trechos duas vezes para entender bem a gravidade da situação. Mas me incomoda um sutil clima de happy end deixado no ar. Precisamos ser mais radicais. Está mais do que na hora de os americanos, como principal responsáveis pelo problema, perceberem que a história do mundo está perto de um final bem diferente dos filmes de Hollywood. Poderia dizer que faltam finais tristes no mundo. Mas acho mais correto dizer que faltam finais realistas. Tem que acabar essa ilusão de que tudo se acerta no final. Por enquanto a chance de se acertar é pequena. E se não mudarmos, se preparem. As imagens que veremos serão mil vezes mais chocantes e realistas do que qualquer gráfico ou filme que foi feito até hoje.

 

Sobre como decidi criar esse blog.

29 abril, 2008

Hoje a tarde eu fui abordado na rua por um cara:

“Oi, será que eu posso falar um pouco sobre a importância de Jesus na sua vida?”

“Olha. Eu não acredito muito, mas pode falar”

O que se desencadeou foi um texto dinâmico, riquíssimo em analogias, decorebas e trocadilhos. Prestei o máximo de atenção que consegui, mas discordei de cada palavra que saía da boca dele. Todos os argumentos se convertiam para a noção de Deus como a grande entidade superior que tudo vê, tudo sabe e tudo decide. Os poucos comentários que soltei para tentar tornar a conversa mais pessoal eram negados. “Não são minhas palavras, são Jesus. Não fui eu que te parei aqui, foi Deus” e por aí vai. Evitei falar. Escutei. Só quando ele disse que ia fazer uma oração pra eu repetir junto eu disse que não faria. Ele me cumprimentou com um aperto de mão dos mais longos da minha vida e se despediu agradecendo que eu no mínimo parei para ouví-lo.

Durante toda a conversa eu fiquei pensando o que naquela experiência eu poderia converter em aprendizado. Sinceramente, das palavras dele acho que nada, mas da situação em si e da conversa que tive com P. depois, acho que algumas coisas. Ela me conhece bem o suficiente pra saber que eu teria argumentos para discutir com aquele cara por horas e perguntou por que não o fiz. Respondi que acharia uma total perda de tempo. Sei que a ilusão que tomou conta dele é envolta por livros, autoridades, construções e mais uma série de signos e símbolos milenares que não seriam derrubados com facilidade. Porém, P. insistiu que aquele era um momento de disseminar as minhas idéias assim como ele fazia com as dele. Concordei, mas decidi disseminá-las de outro jeito. Criei esse blog. Talvez uma pessoa não queira parar na rua pra me escutar, mas entre aqui para ler o que eu tenho a dizer.

Depois de muitos anos flutuando no ceticismo da vida na megalópole, comecei a separar o útil do inútil antes que esse furação de possibilidades me paralisasse para sempre na indecisão. Não acredito em nenhuma religião, mas tenho noção que as que predominam do nosso lado do globo são as mais responsáveis pela atual situação do planeta. O antropocentrismo do judaismo e do cristianismo construiram um homem hipócrita, que mesmo quando se preocupa com o outro, esquece que o outro não é apenas aquele encarnado no corpo humano. E todas as religiões holísticas, muito disseminadas no oriente e nas comunidades mais primitivas como os índios, estão sendo engolidas pelo nosso estilo egoísta e hedonista de vida. Só religiões antropocentricas poderiam tornar-se uma plataforma para uma nova religião ainda mais nociva que é a do consumismo. E agora que o planeta começa a nos dar provas irrefutáveis da incompatibilidade desso estilo de vida com o equilíbrio da Terra, chegou a hora de parar um pouco pra pensar. Jamais diria que as outras religiões, as holísticas, são as corretas. Não acredito em religiões. Mas com certeza elas são mais avançadas no que diz respeito a compreender a convivência do homem com o meio. Infelizmente o meio sempre perde. Então ganhou a religião que só enxerga o homem. 

Ao contrário do que parece, não quero discutir religiões, inclusive acho que o mundo ainda não sobreviveria sem elas. O problem é a forma como o homem enxerga as coisas. E acho que as religiões são apenas mais um dos muitos recursos que utilizamos para entender o mundo e acabam nos impedindo de o ver como ele realmente é: um sistema a beira do colapso. Esse é único fato que me interessa. Como vamos achar um novo caminho ainda não sei. Sei que não dá pra voltar ao passado, nem esquecer o presente, nem forçar a barra no maldito meio termo do tipo “movemos um bilhão de dólares por ano, mas plantamos X árvores pra compensar”. Isso é ilusão, contradição e hipocrisia. O caminho é outro, é novo e precisa de gente que esteja disposta a abrí-lo. Eu já me candidatei.

 

Afinal, o que o Digo tem a dizer?

28 abril, 2008

Fiz esse blog para mostrar e discutir como o mundo está cada vez mais parecido com um grande e fedido cocô. Dizem que a gente é o que a gente come. Besteira! O que a gente caga é muito mais revelador. Aguardem!!