Pra quê mais gente?

6 maio, 2008

Esses dias li um artigo no caderno principal do Estado, totalmente contra o aborto. E antes de começar já aviso: sou pró. Concordo que existem casos e casos, fetos e fetos, certos e errados. Não dá pra ser totalmente pró, nem totalmente contra. O ideal seria o velho e bom (e cada vez mais distante) bom senso. Infelizmente é difícil contar com ele e por isso precisamos de leis que tornem nítidos os limites do que pode ou não ser feito. Mas essas leis estão sujeitas a mudanças. E quando vejo um cara como esse X que nem me dei ao trabalho de descobrir o nome, dono de um currículo de algumas linhas, declamando “a verdade” sobre o assunto, apoiando-se no direito e na religião, inevitavelmente volto-me mais uma vez para o outro ponto de vista: o ambiental. Com o mundo borbulhando de problemas por todo canto, quase todos eles provocados e maximizados pela quantidade absurda e crescente de pessoas, pra quê lutar para acrescentar gente que nem os pais querem ver nascer?  

Não queria simplificar. Mas é que pra mim realmente não faz sentido nenhum.

…completando o post anterior.

6 maio, 2008

A exposição de contra cultura no SESC que falei no post abaixo vai até dia 22 de junho. Não deixem de ir!

Anos 60…o que foi aquilo?

6 maio, 2008

Desisto! Me segurei o dia inteiro pra não postar um texto incompleto, mas não aguentei então vai assim mesmo. Quero chamar todos aqueles que ainda tentam usar alguns neurônios a mais do que o exigido pela mídia brasileira, para beber mais uma vez na inesgotável fonte deixada pela contra cultura dos anos 60. Dessa vez ela prolifera no SESC Pompéia, na Rua Clélia, e deixo a informação para ser completada em breve quando souber melhor até quando vai a bagaça (perdi a revista de programação e não consegui falar no SESC, que não abre 2ª e que não tem essa informação no site). Tem cinema, seminário, performance, show, teatro, tudo melhor explicado no site do SESC. Mas a atração principal é uma exposição que se não me engano (confirmarei em breve) ainda dura o mês de maio inteiro e um trecho de julho. Textos, capas de disco, cartazes de show (com aquelas letras gordas derretidas típicas da época), obras interativas com áudio e vídeo e mais muitas fotos e publicações interessantes. As instalações e a cenografia estão impecáveis.

Mas antes de comparecer, uma dica. Tente não sair de lá só com aquela velha sensação de “ai, como aquela época era legal, ai como eu queria ter vivido aquilo e blá blá blá”. Pare pra pensar no desfecho final dos anos 60. Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Keith Moon e tantos outros foram tão heróicos quanto homens bombas. Mas ao invés de levar o inimigo junto, deram um tiro na própria cabeça.  Aos que sobreviveram ficou uma boa lembrança de liberdade e uma terrível sensação de que acabou a munição. Por quê será? 

Se você quer entender o que significou os anos 60 para o mundo, descubra mais sobre um dos nomes mais marcantes da exposição: Hunter Thompson. Pra quem não conhece, esse jornalista é um dos seres mais genialmente contraditórios que já existiu. Ao mesmo tempo que o figura vai fundo nas críticas à podridão da sociedade americana, ele se afunda no seu vício por carros, motos, armas, drogas, violência e tudo mais que os EUA podem oferecer . É o anti-americano mais americano que existiu. Uma pessoa que não se explica em um post, mas que talvez em um único livro tenha explicado essa década. Leia “Medo e delírio em Las Vegas”, que conta a história da viagem que Hunter fez a essa esquisitíssima cidade americana. É exatamente como os anos 60. Uma viagem maluca, libertária, inesquecível e cheia de conclusões deprimentes no final.

E por falar em final deprimente, adivinha que fim levou Hunter?

Suicídio.

Por que será? 

Jornalistas de fralda!

4 maio, 2008

Daqui menos de 1 hora começa a passeata de legalização da maconha no Parque do Ibirapuera (SP). Um amigo meu da DUCA Filmes falou que vai lá gravar, e torcendo por ele, pensei: “seria bom se acontecesse alguma cagada pra ele gravar”. Falei brincando, mas não estava mentindo. Na hora já lembrei do documentário que farei sobre queimadas ilegais. Pensei o quão decepcionante seria, do ponto de vista do meu filme, se ninguém tacar fogo na mata bem na época que eu for gravar. Comecei a ligar os pontos. Que coisa hipócrita que a comunicação pode ser! Se até os comunicadores que mais desejam transmitir coisas boas, podem facilmente se flagar torcendo pelas cagadas, então imagine o que alguns jornalistas são capazes de fazer, simplesmente para chamar a atenção. 

Exemplo atual de péssimo jornalismo: a última Veja com capa sobre o Ronaldinho (o gordo). Evidente que o cara cagou feio, mas já na capa fica explícito o quão tendenciosa é a matéria “A escolha de Ronaldo. O Fenômeno podia ser um Pelé, mas de escândalo em escândalo sua imagem se desfaz como a de Maradona.” Calma lá. O que Ronaldo fez não é tão abominável nas suas atitudes em si, só é no fato de ele, como um dos seres humanos mais conhecidos do mundo, não poder separar sua imagem de atleta da sua vida pessoal como gostaria. Existem muitas expectativas em cima dele e várias delas tem que ser levadas muito a sério, indiscutivelmente ele vacilou. Ok. Mas daí pra compará-lo a alguém que teve os problemas de Maradona é um salto gigantesco. Maradona era um atleta saudável e tornou-se um rato de clínicas de recuperação. O Gordo é só um mulherengo. Talvez agora também seja meio pervertido demais e talvez tenha até consumido cocaína no quarto do motel, mas isso ainda é muito especulativo e dificíl de julgar. As imagens e os fatos que temos de Maradona são de outro peso, não dá pra comparar dessa forma. Muito menos na capa da principal revista do país! E menos ainda em uma semana onde dados raríssimos de um futuro próspero na economia poderiam estar sendo comentados! Caiam na real! O cara é só um jogador de futebol! A mídia o transformou num mito e agora vai destruir o mito. Como se fosse um produto, Ronaldo foi consumido e agora será jogado fora.

Esse ainda é o caso de um jornalista que tinha fatos gritantes nas mãos. Imagine quantos não tem fatos banais e tentam criar aberrações, chamar a atenção a qualquer custo, defender de forma totalmente inconsequente algum ponto de vista. Um clichê que aqui cabe perfeitamente é o bom e velho “é possível dizer uma grande mentira, usando só verdades”. De pequenos em pequenos artigos eles enchem a nossa cabeça de merda. Muito cuidado com o que você lê e vê por aí. Leia a Veja, mas leia sobre o mesmo assunto em outros veículos. Você vai descartar naturalmente a Veja. E quanto mais exigirmos dos meios, mais veremos comunicadores nojentamente irresponsáveis serem substituídos por gente séria.

Toda essa galera que está cagando e andando, alguma hora vai ter que trocar a fralda. E aí eu quero ver eles fazerem isso sozinhos. Vai ser ridículo.  

Nojento.

30 abril, 2008

Inauguro mais um assunto nesse blog condecorando o nosso primeiro Grande Bosta, Josef Fritzl (ou “O monstro da Áustria”) que deixou sua filha presa por duas décadas e meia e teve 7 filhos com ela.

 

Olha a cara do bosta. Vai ser psico assim lá na puta que o pariu!

 

Olha o naipe da cagada…

30 abril, 2008

O começo da dor de barriga

 

De um lado a crise alimentar é uma realidade cada vez mais gritante. Do outro, o desmatamento precisa parar e só cresce. As áreas já desmatadas não tem produtividade o suficiente. Mas também não podemos desmatar mais. Eu poderia ficar horas nessa ciranda maluca. Preferi só postar um pequeno apanhado de dados que fiz em apenas meia hora. Se não sabemos o que fazer, pelo menos vamos começar com duas atitudes:

 

Parar. Pensar.

 

O quanto a cagada está crescendo

Já vem de algum tempo. Um relatório do Banco Mundial aponta que, entre 2000 e 2005, o Brasil desmatou um total de 31 mil km² de sua área florestal, o que nos torna líderes absolutos de desmatamento no mundo. O foco principal da cagada agora é no Mato Grosso e Pará, com destaque para o primeiro. Os dados mais recentes apontam que a área desmatada nos dois Estados passou de 77 km2, de janeiro a março de 2007, para 214 km2 no mesmo período deste ano, dos quais 149 km2 foram em Mato Grosso. O levantamento foi feito pela organização não-governamental Imazon usando imagens de satélites.

Imagina o tamanho dos buracos que se vê lá de cima.

Os responsáveis pela indigestão

Como eu disse anteriormente, o desmatamento vai muito além do comércio de madeira ilegal e envolve questões delicadíssimas como a necessidade de produção de alimentos. Tem muita politicagem no meio. Mas se liga só nessa notícia publicada hoje:

A Polícia Federal deflagrou ontem, em 14 municípios de Mato Grosso, uma operação para combater a extração e o comércio ilegal de madeira. Dos 67 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal, 29 se referiam a servidores de órgãos públicos como a Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente), a Dema (Delegacia Estadual do Meio Ambiente), o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso) e a Polícia Rodoviária Federal.

O barraco está armado. E é armamento pesado.

Quem está sentado no trono

Blairo Maggi (governador do Mato Grosso) controla um quarto das 36 cidades apontadas pelo ministério como as campeãs do desmatamento. Veja a opinião dele sobre o assunto e sobre a recente projeto de Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado:

 

“Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores.”

 

Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, que não por acaso já teve muitos desentendimentos com o Sr. Maggi), Tatiana Abreu Sá (diretora-executiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Paulo Adário (coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace) não pensam assim. A tecnologia já existe, está ao nosso alcance e pode evitar o desmatamento. É evidente que isso leva tempo, mas talvez esse tempo fosse menos prejudicial se, além de tudo isso, o nosso amigo Maggi não fosse o tipo de gente que em plena campanha contra o desmatamento vai a Brasília tentar convencer o Lula a reduzir as restrições impostas ao seu Estado e questionar os dados que apontam a atrocidade que vem acontecendo.

 

No mínimo suspeito.  

 

Enquanto isso, no lustre do castelo

 

O Greenpeace faz protesto diante da embaixada brasileira em Berlin. Será que não tem ninguém um pouco mais perto que queira ajudar, não?

 

A cagada está no ar. E tem cheiro de queimado.

Falem mal, por favor!

29 abril, 2008

Por favor, não se contentem em apenas ler meus textos. A idéia de fazer um blog vai exatamente contra a passividade. Postem comentários! Críticas são muito mais bem vindas que elogios. Quero discutir informações, agregar idéias, entender opiniões. Valeu!

Abraço 

Uma verdade inconveniente, um final pouco convincente.

29 abril, 2008

Ontem assisti ao filme Uma Verdade Inconveniente, protagonizado pelo ex-futuro presidente dos EUA (como ele mesmo genialmente se apresenta), Al Gore. O filme impressiona.

Confesso que eu já esperava coisa igual ou pior porque de um tempo pra cá tenho me preocupado cada vez mais com a questão ambiental. Mas mesmo assim os dados são assustadores. Utilizando-se de métodos extremamente didáticos e racionais, Al Gore mostra que sabe muitíssimo bem do que está falando, e explica através de dados científicos seríssimos o impacto que causamos no mundo até agora e o que acontecerá se não diminuirmos esse impacto. A previsão é a pior possível.

Não vou falar mais sobre a parte boa do filme. Recomendo muito que todos assistam, principalmente aqueles que ainda acham que é exagero o grau catastrófico esperado das consequências do aquecimento global. Porém é difícil não ficar com uma pulga atrás da orelha nos minutos finais do filme. Seu grande mérito, que é a construção explicativa e lógica que faz jus a utilização da palavra “Verdade” no título, perde força na hora de entrar na solução. Após tantos dados científicos precisos, Al Gore se aproxima no ponto final da questão: “Teremos que optar entre ambiente e economia?”. Ele rapidamente diz que não. Mas dessa vez justifica-se através de uma ilustração infantil que arranca risadas do público e da simples frase “se fizermos a coisa certa, movemos adiante”. Ah Al Gore! Depois de dar uma aula impecável sobre consciência você quer simplificar o problema assim? O caminho que traçamos até aqui não parece complexo o suficiente para deixar termos como “coisa certa” e “adiante” meio vagos demais perto dos argumentos apresentados anteriormente? Mas tudo bem, pensei, talvez seja só a forma de introduzir as soluções. Vamos seguir “adiante”.

É meio difícil de entender. Após uma impressionante construção realista do que está acontecendo, o filme termina capengando em apelos emocionais e dados infinitamente menos convincentes. Após enormes gráficos que chegam a analisar 650 milhões de anos atrás, Al Gore aparece apontando um gráfico de estimativas extremamente subjetivas sobre possíveis métodos de redução na emissão de carbono. Logo na primeira estimativa ele diz: “se usarmos aparelhos eletrônicos mais eficientes podemos reduzir esse tanto de poluição do aquecimento global”. O que é um aparelho eletrônico mais eficiente? E quanto é esse tanto? Depois de tudo que se viu, parece brincadeira usar esses termos para designar alguma quantidade. Mas é assim que se desenrola o apressado final do filme. 

E antes que alguém pense que sou um chato que critica sem motivo, digo que entendo a opção por dar dicas mais viáveis e próximas do dia-a-dia de cada um. Também afirmo que achei o filme muito bom e importantíssimo e até assisti vários trechos duas vezes para entender bem a gravidade da situação. Mas me incomoda um sutil clima de happy end deixado no ar. Precisamos ser mais radicais. Está mais do que na hora de os americanos, como principal responsáveis pelo problema, perceberem que a história do mundo está perto de um final bem diferente dos filmes de Hollywood. Poderia dizer que faltam finais tristes no mundo. Mas acho mais correto dizer que faltam finais realistas. Tem que acabar essa ilusão de que tudo se acerta no final. Por enquanto a chance de se acertar é pequena. E se não mudarmos, se preparem. As imagens que veremos serão mil vezes mais chocantes e realistas do que qualquer gráfico ou filme que foi feito até hoje.

 

Sobre como decidi criar esse blog.

29 abril, 2008

Hoje a tarde eu fui abordado na rua por um cara:

“Oi, será que eu posso falar um pouco sobre a importância de Jesus na sua vida?”

“Olha. Eu não acredito muito, mas pode falar”

O que se desencadeou foi um texto dinâmico, riquíssimo em analogias, decorebas e trocadilhos. Prestei o máximo de atenção que consegui, mas discordei de cada palavra que saía da boca dele. Todos os argumentos se convertiam para a noção de Deus como a grande entidade superior que tudo vê, tudo sabe e tudo decide. Os poucos comentários que soltei para tentar tornar a conversa mais pessoal eram negados. “Não são minhas palavras, são Jesus. Não fui eu que te parei aqui, foi Deus” e por aí vai. Evitei falar. Escutei. Só quando ele disse que ia fazer uma oração pra eu repetir junto eu disse que não faria. Ele me cumprimentou com um aperto de mão dos mais longos da minha vida e se despediu agradecendo que eu no mínimo parei para ouví-lo.

Durante toda a conversa eu fiquei pensando o que naquela experiência eu poderia converter em aprendizado. Sinceramente, das palavras dele acho que nada, mas da situação em si e da conversa que tive com P. depois, acho que algumas coisas. Ela me conhece bem o suficiente pra saber que eu teria argumentos para discutir com aquele cara por horas e perguntou por que não o fiz. Respondi que acharia uma total perda de tempo. Sei que a ilusão que tomou conta dele é envolta por livros, autoridades, construções e mais uma série de signos e símbolos milenares que não seriam derrubados com facilidade. Porém, P. insistiu que aquele era um momento de disseminar as minhas idéias assim como ele fazia com as dele. Concordei, mas decidi disseminá-las de outro jeito. Criei esse blog. Talvez uma pessoa não queira parar na rua pra me escutar, mas entre aqui para ler o que eu tenho a dizer.

Depois de muitos anos flutuando no ceticismo da vida na megalópole, comecei a separar o útil do inútil antes que esse furação de possibilidades me paralisasse para sempre na indecisão. Não acredito em nenhuma religião, mas tenho noção que as que predominam do nosso lado do globo são as mais responsáveis pela atual situação do planeta. O antropocentrismo do judaismo e do cristianismo construiram um homem hipócrita, que mesmo quando se preocupa com o outro, esquece que o outro não é apenas aquele encarnado no corpo humano. E todas as religiões holísticas, muito disseminadas no oriente e nas comunidades mais primitivas como os índios, estão sendo engolidas pelo nosso estilo egoísta e hedonista de vida. Só religiões antropocentricas poderiam tornar-se uma plataforma para uma nova religião ainda mais nociva que é a do consumismo. E agora que o planeta começa a nos dar provas irrefutáveis da incompatibilidade desso estilo de vida com o equilíbrio da Terra, chegou a hora de parar um pouco pra pensar. Jamais diria que as outras religiões, as holísticas, são as corretas. Não acredito em religiões. Mas com certeza elas são mais avançadas no que diz respeito a compreender a convivência do homem com o meio. Infelizmente o meio sempre perde. Então ganhou a religião que só enxerga o homem. 

Ao contrário do que parece, não quero discutir religiões, inclusive acho que o mundo ainda não sobreviveria sem elas. O problem é a forma como o homem enxerga as coisas. E acho que as religiões são apenas mais um dos muitos recursos que utilizamos para entender o mundo e acabam nos impedindo de o ver como ele realmente é: um sistema a beira do colapso. Esse é único fato que me interessa. Como vamos achar um novo caminho ainda não sei. Sei que não dá pra voltar ao passado, nem esquecer o presente, nem forçar a barra no maldito meio termo do tipo “movemos um bilhão de dólares por ano, mas plantamos X árvores pra compensar”. Isso é ilusão, contradição e hipocrisia. O caminho é outro, é novo e precisa de gente que esteja disposta a abrí-lo. Eu já me candidatei.

 

Afinal, o que o Digo tem a dizer?

28 abril, 2008

Fiz esse blog para mostrar e discutir como o mundo está cada vez mais parecido com um grande e fedido cocô. Dizem que a gente é o que a gente come. Besteira! O que a gente caga é muito mais revelador. Aguardem!!